A história entre o oficial e o lendário: interações culturais no Oiapoque*
The history between official and legend: cultural interactions in Oyapock
Carlo Romani
Um trajeto que era realizado tanto pelos caboclos e negros brasileiros seguindo em direção ao norte, como
pelos garimpeiros que vinham da Guiana Francesa.16 Ora, essa circulação de pessoas existente durante todo o século XIX proporcionou uma profunda circulação de culturas que nos permite falar em uma interação caribenhoamazônica. Portanto, se ritmos musicais mais contemporâneos como o regaee e o zouk difundem-se significativamente nos estados brasileiros do Maranhão e Amapá, respectivamente, também os ritmos regionais amazônicos alcançaram, em outros tempos, senão o Caribe, pelo menos toda a região das Guianas. O pesquisador de contos nativos amazônicos, Peregrino Jr., encontrou váriosritmos costeiros paraenses na região do alto rio Trombetas, na fronteira do Brasil com a Guiana e o Suriname. No conto Carimbó ele nos fala que:
O batuque, o urucungó, o carimbó acordavam nas solidões misteriosas
das florestas amazônicas as vozes nostálgicas das praias africanas,
cheias de ritmos lentos, ondulantes, preguiçosos [...]
Mamá-cumandá
É bumbá!
Açu-babá-açú-bebé
É bumbá! (PEREGRINO JUNIOR, 1929 : 59)
O ritmo do carimbó no Pará parece ter influenciado não somente a música e a dança dessas populações descendentes dos antigos mocambos, bem como deu a levada das lutas populares e de defesa pessoal dessa gente. A pouca difusão do berimbau na costa paraense, fez com que a tradicional luta praticada entre os escravos, nessas terras, se fundisse com a dança do carimbó, misturando os estilos e criando uma outra luta. Para Vicente Salles, estudioso da cultura afro-brasileira:
[...] a capoeira não evolui, no Pará, para um tipo de exercício ou jogo atlético que permitisse sua sobrevivência, como ocorreu particularmente na Bahia. Dela restou a pernada ou rasteira que, acrescida da cabeçada, constitui uma espécie de luta popular, característica no Marajó com expansão para o Amapá. (SALLES, 1994: 29-30)
Assim, a estranheza que causava nos Pennafort ouvir o carimbó em plena selva da Guiana mostra-se algo bastante natural, provocado pela intensa circulação de pessoas ocorrida naquelas bandas. O que talvez o jovem Rocque não pudesse imaginar é que, desde muito antes da chegada de sua família e do Estado brasileiro ter-se interessado pela colonização daquela região, seja por motivos econômicos ou de segurança nacional, já existia um fluxo natural de povoamento realizado pelas populações mais desprezadas dentro do conceito daquilo que vulgarmente se convencionou chamar de civilização. Para Rocque a história no Oiapoque inicia-se com a chegada do Governo e da colonização oficial, daí seu espanto com a circulação de diferentes culturas que lá encontrou e não compreendeu sua origem. Essa influência cultural trazida pelos brasileiros encontrou-se, nesse vai e vem incessante promovido pelos habitantes deserdados, com a música, a dança e os costumes vindos do norte. Alguns naturais da própria Guiana, e outros das ilhas francesas do Caribe....................................... Os antilhanos que fundaram a Martinica do Oiapoque trouxeram para o lado brasileiro do rio toda essa influência cultural, especialmente aquela que se construiu através da dança e da música tocada pela camada mais pobre da população. Da kalenda martiniquesa para o kasecó guiano, passando pela dança guerreira do ladja. A defesa dessas populações, às vezes emboscadas por salteadores em ataques na beira do rio, quando saiam do confronto armado e iam para a luta corporal ao solo, fazia-se valer dos movimentos acrobáticos originados dessa dança. Os primeiros romances escritos no dialeto créole, Atipa (de 1885) e Nuits de Cachiri, descrevem cenas do ladja praticado pelos antilhanos em suas aventuras em busca de ouro (PAREPOU, 1980).http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/viewFile/3296/4184
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lunes, 19 de julio de 2010
sábado, 20 de febrero de 2010
une simulation dansée de combat, rappelant la capoeira brésilienne

FOTOS:
dammyé qui est une une simulation dansée de combat, rappelant la capoeira brésilienne

Le sport à la Martinique :
approche historique et socio-culturelle Corinne PLANTIN1, Pascal SAFFACHE2
I.2 Le jeu chez les esclaves noirs
La traite des noirs fut si intensive à partir de 1680, que la population noire devint majoritaire. Il est certain que durant cette période, les activités ludiques n.étaient pas une priorité ; ce qui importait c.était l.exploitation maximale des habitations sucrières. Aussi, les esclaves ne devaient-ils pas gaspiller leur énergie autrement qu.en travaillant.
Toutefois, durant leurs phases de repos, les esclaves pratiquaient des danses et des arts de combat rythmés par le son des tambours ; cela était très mal vu par les maîtres, qui considéraient le tambour comme un instrument guerrier, susceptible de provoquer des rébellions et surtout le « marronage5 ». Parmi ces activités corporelles, il y avait la kalenda . danse de la fécondit é . le belair . danse traditionnelle africaine . le ladjaa . art de combat
introduit par les esclaves béninois . enfin le dammyé qui est une simulation dansée de combat, rappelant la capoeira brésilienne. Ces pratiques ne ressemblaient nullement à celles du sport moderne introduit par les colons ; toutefois, la notion de compétition était déjà présente et a été accentuée par les combats d.esclaves organisés par les maîtres.
dammyé qui est une une simulation dansée de combat, rappelant la capoeira brésilienne
Le sport à la Martinique :
approche historique et socio-culturelle Corinne PLANTIN1, Pascal SAFFACHE2
I.2 Le jeu chez les esclaves noirs
La traite des noirs fut si intensive à partir de 1680, que la population noire devint majoritaire. Il est certain que durant cette période, les activités ludiques n.étaient pas une priorité ; ce qui importait c.était l.exploitation maximale des habitations sucrières. Aussi, les esclaves ne devaient-ils pas gaspiller leur énergie autrement qu.en travaillant.
Toutefois, durant leurs phases de repos, les esclaves pratiquaient des danses et des arts de combat rythmés par le son des tambours ; cela était très mal vu par les maîtres, qui considéraient le tambour comme un instrument guerrier, susceptible de provoquer des rébellions et surtout le « marronage5 ». Parmi ces activités corporelles, il y avait la kalenda . danse de la fécondit é . le belair . danse traditionnelle africaine . le ladjaa . art de combat
introduit par les esclaves béninois . enfin le dammyé qui est une simulation dansée de combat, rappelant la capoeira brésilienne. Ces pratiques ne ressemblaient nullement à celles du sport moderne introduit par les colons ; toutefois, la notion de compétition était déjà présente et a été accentuée par les combats d.esclaves organisés par les maîtres.
domingo, 13 de septiembre de 2009
Ladja en Martinica y otras artes marciales
Recorte Libro:Rhythms of resistance Escrito por Peter Fryer. http://books.google.com/books?id=Pj3i3t1xliUC&hl=es
LAS CONTRIBUCIONES CULTURALES AFRICANAS EN LAS
ANTILLAS FRANCESAS Y SUGERENCIAS PARA EL
ESTABLECIMIENTO DE UN PROGRAMA NACIONAL, REGIONAL
E INTERCULTURAL DE INVESTIGACIÓN Y DE ANIMACIÓN CULTURAL.
ANTILLAS FRANCESAS Y SUGERENCIAS PARA EL
ESTABLECIMIENTO DE UN PROGRAMA NACIONAL, REGIONAL
E INTERCULTURAL DE INVESTIGACIÓN Y DE ANIMACIÓN CULTURAL.
......A pesar de estos esfuerzos persistentes e impresionantes, no se pudo impedir, como ya hemos subrayado, la supervivencia de los cultos de Dahomey más o menos impregnados de cristianismo, del vudú en Haiti, o del culto nigeriano bastante similar, el shango de Trinidad, sin olvidar el candomblé en Brasil o la santería en Cuba. En Guadalupe y Martinica, cuyas dimensiones no permitieron una gran resistencia a la acción desculturizante de la religion del colonizador, estos cultos africanos no existen.
.......Los velatorios, sobre todo en el campo, reúnen En general, no solo a los parientes y a los amigos, sino también a todos los habitantes de la localidad donde ha tenido lugar el fallecimiento, anunciado a veces con el sonido del tam-tam o de la caracola de lambí. Dura todo la noche , la familia del difunto está obligada a suministrar comida y bebida mientras que los "narradores" más famosos compiten ante un auditorio interesado y ruidoso, y los que bailan el "damier" (o laggia) rivalizan en destreza, estimulados por el virtuosismo de los tocadores de tam-tam.
Instrumentos musicales
Además do los tambores descritos por el Padre Labat ("tronco de árbol hueco sobre el cual se ha tendido una piel de lobo marino") y que no han cambiado, a no ser que en vez de estar fabricados con troncos de árboles, se hacen actualmente con barriles que sirven para transportar la carne salada, por lo menos en las .""«antillas menores, hay que señalar los chacha ("calabazas llenas de piodrecillas" - Padre Labat). Este instrumento designado con "el nombre de maracas en las islas y países caribes da lengua española, fue señalado por 17. Charles Day al narrar, su viaje a las islas a mediados del siglo XlXt ("shock-shock", a little calebash filled with peas by shaking with a ratling).
El Padre Labat describe otro instrumento de musica emparentado con la kora(Kori), sustituido por el violin europeo, al que se parecía demasiado. Se trataba, según el Padre Labat, de una especie de guitarra hecha con "una calabaza cubierta de cuero raspado como pergamino* con un mango bastante largo, cuatro cuerdas de seda de pita de tripas secas y preparadas con aceite de pal-
ma christi. Por medio de un caballete estas cuerdas se levantan una pulgada por encima de la piel que cubre la calabaza".
Además do los tambores descritos por el Padre Labat ("tronco de árbol hueco sobre el cual se ha tendido una piel de lobo marino") y que no han cambiado, a no ser que en vez de estar fabricados con troncos de árboles, se hacen actualmente con barriles que sirven para transportar la carne salada, por lo menos en las .""«antillas menores, hay que señalar los chacha ("calabazas llenas de piodrecillas" - Padre Labat). Este instrumento designado con "el nombre de maracas en las islas y países caribes da lengua española, fue señalado por 17. Charles Day al narrar, su viaje a las islas a mediados del siglo XlXt ("shock-shock", a little calebash filled with peas by shaking with a ratling).
El Padre Labat describe otro instrumento de musica emparentado con la kora(Kori), sustituido por el violin europeo, al que se parecía demasiado. Se trataba, según el Padre Labat, de una especie de guitarra hecha con "una calabaza cubierta de cuero raspado como pergamino* con un mango bastante largo, cuatro cuerdas de seda de pita de tripas secas y preparadas con aceite de pal-
ma christi. Por medio de un caballete estas cuerdas se levantan una pulgada por encima de la piel que cubre la calabaza".
Fuente: libro: Padre LABATt "Nouveau vogage ause iles de l'Amérique",
París 1742
París 1742
Otra cita( laghia): Página 201 ... lewd.2 This dance seems to have disappeared around 1950, before being revived in a stylized form by present-day folk groups. • The laghia, similar to ...
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